O macaco-narigudo é um colobino único de Bornéu, restrito a manguezais e florestas ribeirinhas, onde formam grupos de 3–19 indivíduos liderados por um macho dominante.
Machos atingem 61–71 cm e até 23 kg; fêmeas são menores (53–62 cm, ~11 kg).
Seu nariz pendular, exclusivo nos machos, amplifica os “honks” que mantêm coesão social e atraem parceiras.
Adaptado à vida aquática, nada com membranas interdigitais e chega a cruzar rios escapando de crocodilos.
Alimenta-se quase exclusivamente de folhas jovens, sementes e frutos verdes, com digestão via estômago fermentador.
Classificado como “em perigo”, sofre perda de habitat por plantações de dendê e fragmentação, demandando corredores ecológicos e programas comunitários de restauração de manguezais para assegurar sua viabilidade.
O macaco-narigudo, descrito por primeira vez em 1826, é um primata folívoro da subfamília Colobinae, compartilhando linhagem com langures e nas profundidades evolutivas de antigos cercopitecídeos.
Endêmico de Bornéu, não se afasta mais de 1 km das margens de rios e manguezais, refletindo sua dependência de habitats alagados para locomoção e alimentação.
Vive em grupos “harem” — um macho, várias fêmeas e filhotes — que se dispersam ao amanhecer para forragear e reagrupam-se ao entardecer em galhos baixos próximos à água para dormir, estratégia que combina segurança e proximidade a rotas de fuga aquáticas.
Machos exibem dimorfismo sexual extremo no nariz, que cresce continuamente e funciona como câmara de ressonância para vocalizações de status e corte.
Sua dieta é predominantemente folívora, mas um estômago compartimentalizado permite fermentar celulose e extrair nutrientes de folhas duras e sementes verdes.
Este primata serve como dispersor de sementes e indicador da saúde dos manguezais, mas pressões antrópicas — desmatamento para palma de óleo, caça e fragmentação — reduziram suas populações drasticamente.
Compreender sua biologia, comportamento e necessidades de conservação é vital para criar políticas de manejo que integrem ciência, turismo de observação e bem-estar comunitário.
Machos medem 61–71 cm de comprimento corporal e até 23 kg; fêmeas atingem 53–62 cm e cerca de 11 kg.
A pelagem é densa, com dorso marrom-avermelhado e ventre mais claro; membros longos facilitam saltos entre galhos.
O nariz pendular, exclusivo nos machos, pode ultrapassar 10 cm e amplifica vocalizações via câmara ressonante.
As mãos e pés são parcialmente palmados, promovendo excelente capacidade de natação.
Estômago compartimentalizado abriga bactérias que fermentam celulose, permitindo digestão de materiais fibrosos.
Não há registros de melanismo.
Endêmico de Bornéu, ocorre exclusivamente em florestas ribeirinhas, manguezais e igapós, raramente se afastando do alcance de rios e canais.
Densidades populacionais mais altas são registradas nos rios Kinabatangan, Samunsam e delta do Mahakam, onde corredores contínuos de vegetação florestal mantêm conectividade entre grupos.
O Macaco-narigudo vive em grupos harem (3–19 indivíduos), exibindo estrutura fission-fusion: dispersão matinal para forrageio e reagrupamento noturno em galhos baixos próximos à água.
Machos emitem “honks” amplificados pelo nariz para marcar território e estabelecer hierarquia.
Diurno e arbóreo, raramente descem ao solo, mas saltam na água para escapar de predadores, nadando até 20 m com movimentos ventrais (“belly flop”).
Estudos de GPS indicam uso de áreas-norte e sul de rios, com home ranges variando de 15 a 60 ha por grupo.
Folívoro especializado, consome folhas jovens (55 %), sementes e frutos verdes (30 %) e insetos (15 %).
Fermentação estomacal extrai nutrientes das fibras.
Ao dispersar sementes pelas fezes, contribui para regeneração vegetal em manguezais e florestas ribeirinhas, influenciando a composição de espécies arbóreas.
Detalhes reprodutivos não foram encontrados nos sites permitidos durante nossas pesquisas, embora a literatura zoológica do Macaco-narigudo indique:
Como dispersor de sementes e consumidor de folhagem, regula a regeneração florestal e contribui à estrutura dos ecossistemas ribeirinhos.
A sensibilidade à perda de habitats alagados faz dele indicador de saúde ambiental em Bornéu.
Listado como “em perigo” pela IUCN e na ESA dos EUA, e protegido sob CITES Apêndice I, reflete declínios populacionais > 50 % nas últimas quatro décadas.
Tendência populacional: decrescente.
Manter conectividade entre fragmentos, reforçar populações de presas arbóreas e integrar modelagem climática para identificar refúgios serão cruciais.
Incentivos ao manejo sustentável de dendê podem reduzir a pressão sobre habitats críticos.
O macaco-narigudo é um engenheiro de ecossistema das florestas ribeirinhas de Bornéu, com adaptações únicas à vida aquática e social.
A severa perda de habitat e a caça exigem ações coordenadas de restauração, proteção de corredores e engajamento comunitário para garantir sua sobrevivência.